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YouTube arquiva moção para arquivar a ação judicial da Ripple

  • O gigante do Streaming YouTube apresentou uma moção para anular a ação judicial movida pela Ripple e seu CEO, Brad Garlinghouse.
  • O YouTube está se escondendo atrás da lei da Califórnia para se distanciar das atividades das fraudes que acontecem em sua plataforma.

A Ripple Labs e o CEO Brad Garlinghouse entrou com uma ação contra o YouTube em abril por suposta negligência e cumplicidade em golpes envolvendo a empresa, a XRP e a imagem pública da Brad Garlinghouse. A Ripple está processando por danos a sua reputação e perdas financeiras resultantes, pois os fraudadores foram capazes de executar falsas fraudes de doação no YouTube sem que a plataforma interviesse. Como resultado, a reclamação da Ripple busca uma compensação pelos danos à sua reputação e pelas perdas financeiras resultantes.

A resposta do YouTube às alegações da Ripple

O YouTube respondeu à queixa em 21 de julho e apresentou uma moção para indeferir a queixa junto ao Tribunal do Distrito Norte da Califórnia. A plataforma de streaming afirma não ser nem um partido nem um apoiador dos golpes que a Ripple menciona. Além disso, o YouTube nega qualquer alegação de negligência e alega não ser responsável.

O gigante do streaming está invocando a Lei de Defesa das Comunicações em sua defesa. Isto afirma que os provedores de serviços de Internet não são responsáveis pelo conteúdo em sua plataforma. Assim, o YouTube não pode ser considerado responsável ou acusado de cumplicidade pelo conteúdo publicado em sua plataforma.

Na moção de demissão, a assessoria jurídica do YouTube também cita uma lei da Califórnia para argumentar que a Ripples deveria entrar com uma ação judicial contra os fraudadores. O YouTube alega, com base nos argumentos da Ripple, que eles também são vítimas dos golpistas que visam a segurança da plataforma e cometem os golpes. Neste sentido, o YouTube afirma que não pode ser responsabilizado pelo impacto do conteúdo ofensivo ou falsificado.

Ao mesmo tempo, a moção afirma que é impossível provar que a empresa usa seu nome ou identidade para promover atividades ilegais. O YouTube acrescenta que as diretrizes comunitárias proíbem expressamente as práticas fraudulentas. O YouTube também afirmou isto:

(…) Os demandantes não alegam que o YouTube estava ciente de certos casos de violação de marca que não foram removidos, e por lei o YouTube não tinha obrigação afirmativa de detectar e remover proativamente conteúdo potencialmente infrator. Por estas razões, todas as alegações feitas pelos demandantes devem ser rejeitadas.

No documento, o YouTube também se dissocia do esquema operacional dos autores das fraudes. Eles exigem que um usuário envie uma certa quantia de uma criptomoeda para um endereço a fim de proceder com o roubo dos fundos. O YouTube também reiterou que “removeu consistentemente este material” publicado pelos golpistas.

Entretanto, ao contrário do que diz o YouTube, a comunidade criptomoedas acusa a plataforma de não remover os golpes prontamente após terem sido denunciados. Ripple também declarou que relatou golpes sem receber uma resposta do YouTube. A plataforma de streaming também é acusada de permitir que os golpistas espalhem conteúdo malicioso através da publicidade no YouTube.

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Reynaldo Márquez tem acompanhado de perto o crescimento da tecnologia Bitcoin e blockchain desde 2016. Desde então, tem trabalhado como colunista em criptomoedas cobrindo avanços, quedas e aumentos no mercado, bifurcações e desenvolvimentos. Ele acredita que as criptomoedas e a tecnologia blockchain terão um grande impacto positivo na vida das pessoas.

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