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Cardano: Hoskinson contradiz o estudo de Harvard e MIT sobre votação em blockchain

  • Uma pesquisa do MIT e de Harvard concluiu que um sistema de votação por blocos em blockchain mais problemas de segurança do que o sistema existente.
  • O inventor de Cardano, Charles Hoskinson, refuta a pesquisa.

O CEO da IOHK e inventor de Cardano, Charles Hoskinson, publicou um vídeo que refuta as conclusões de uma pesquisa conjunta de Harvard e do MIT. Ela se intitula “Indo de Mal a Pior: Da Votação pela Internet à Votação em Blockchain” e se destina a “refutar” que um sistema de votação digital seria uma alternativa melhor para o sistema atual.

Nos últimos cinco anos, o sistema eleitoral dos EUA tem sido fortemente desafiado por seus participantes. Já em 2016, Donald Trump declarou que haviam ocorrido irregularidades no processo eleitoral. Atualmente, existe uma disputa sem precedentes sobre possíveis fraudes eleitorais. De acordo com o presidente em exercício dos EUA, houve numerosos casos de fraude, destruição de votos e outras irregularidades nos “estados balançantes”.

Neste sentido, entretanto, as pesquisas realizadas por instituições acadêmicas sugerem que um sistema de votação digital baseado na tecnologia de blockchains seria uma alternativa pior em termos de segurança e participação. Além disso, isso traria novos problemas, como afirma a pesquisa:

(…) Dado o estado atual da segurança informática, qualquer aumento no comparecimento dos eleitores resultante da votação pela Internet ou em blockchains significaria a perda da certeza de que os votos eram contados à medida que eram emitidos e não alterados ou descartados sem serem notados. Este estado continuará enquanto as táticas padrão, como malware, zero dias e ataques de negação de serviço permanecerem em vigor.

O inventor de Cardano demonstra a complexidade da votação em bloco

Hoskinson observou que o estudo oferecia uma boa perspectiva sobre o sistema eleitoral, em geral, embora ele tenha rejeitado as conclusões. De acordo com o estudo, um sistema eleitoral deve garantir que cinco pontos sejam atendidos: Anonimato do voto, transparência, independência do sistema, desafio ao procedimento e possibilidade de verificação. De acordo com o estudo, os sistemas de votação em bloco não possuem essas características.

Entretanto, o CEO da IOHK explicou que a pesquisa não leva em conta aspectos cruciais como demografia, contexto e dinâmica social em um sistema. Portanto, as conclusões foram de aplicabilidade limitada. Além disso, alguns problemas de segurança que Hoskinson apontou podem ocorrer tanto em um sistema tradicional quanto em um sistema baseado em blockchains.

Com relação, em particular, à possível manipulação e roubo dos votos, Hoskinson disse que os eleitores podem usar um sistema digital para assinar seus votos com hash usando um método de identificação (DID) para verificar se seu voto está “devidamente publicado e registrado”. Entretanto, o inventor da Cardano também admite que a tecnologia de correntes de blocos é ineficaz em certos aspectos, por exemplo, no manuseio de chaves privadas.

Hoskinson acredita, portanto, que uma boa solução é introduzir um sistema híbrido onde as pessoas possam escolher a forma mais apropriada de votar. O CEO da IOHK acredita que um sistema de votação baseado em tecnologia de blockchains deve ter as seguintes características: Um mecanismo de identificação e gerenciamento de identidade que permite a reprodução do voto e evita a falsificação:

A realidade é que você só pode votar digitalmente se você tiver se autenticado no quadro de avisos. Não basta dizer: “Eu posso apertar um botão e votar”. Você precisa de uma certa simetria no sistema para que o que você coloca no sistema não possa ser falsificado (…) A única maneira de fazer isso efetivamente é com uma assinatura digital de algum tipo.

Finalmente, a Hoskinson acredita que é igualmente importante ter um sistema operacional que seja seguro para o sistema de votação. O inventor de Cardano alega ainda que foram feitos progressos nesta questão, mas argumenta que não há “nada que seja 100%” seguro. Ele também ressaltou que a construção de uma “infra-estrutura segura e onipresente” é muito cara.

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Reynaldo Márquez tem acompanhado de perto o crescimento da tecnologia Bitcoin e blockchain desde 2016. Desde então, tem trabalhado como colunista em criptomoedas cobrindo avanços, quedas e aumentos no mercado, bifurcações e desenvolvimentos. Ele acredita que as criptomoedas e a tecnologia blockchain terão um grande impacto positivo na vida das pessoas.

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